O tempo sonoro no âmbito da teoria do domínio sonoro
continuidade e descontinuidade
DOI:
https://doi.org/10.52930/mt.v11i1.370Resumo
O presente artigo visa discutir os conceitos de continuidade e descontinuidade do tempo sonoro a partir da perspectiva estruturada na Teoria do Domínio Sonoro (Codeço 2019). Tal teoria se constitui como um arcabouço de ferramentas analíticas e composicionais construídas a partir da perspectiva de Smolin (2013) sobre o tempo, do Pensamento Sincrético proposto por Halac (2013) e da aplicação dos conceitos fora do tempo/dentro do tempo propostos por Xenakis (1990). Iniciaremos apresentando os conceitos, tempo sonoro (tempo passivo), espaço sonoro (espaço ativo) e perturbação do espaço sonoro, todos originários da Teoria do Domínio Sonoro, e passaremos à abertura de um diálogo crítico, acompanhado de uma análise sucinta, das abordagens de Guyau (2010) e Prigogine (1996) a fim de propor uma tipologia dos espaços sonoros. Em seguida, proporemos os conceitos de continuidade e descontinuidade do tempo sonoro e seus respectivos espaços a partir da discussão das propostas de Hasty (1986) e Grisey (1987), Kramer (1988) e Messiaen (1994).