https://mail.tema.mus.br/OJS3/index.php/musica-theorica/issue/feed Musica Theorica 2026-03-24T20:18:11+00:00 Gabriel Navia gabriel.navia@unila.edu.br Open Journal Systems <p><strong>Revista da Associação Brasileira de Teoria e Análise Musical (TeMA)</strong></p> <p><em>Journal of the Brazilian Society for Music Theory and Analysis</em></p> https://mail.tema.mus.br/OJS3/index.php/musica-theorica/article/view/370 O tempo sonoro no âmbito da teoria do domínio sonoro 2025-11-08T18:16:45+00:00 André Codeço andre.codeco@ufop.edu.br <div> <p class="Resumo">O presente artigo visa discutir os conceitos de <em>continuidade</em> e <em>descontinuidad</em>e <em>do tempo sonoro</em> a partir da perspectiva estruturada na Teoria do Domínio Sonoro (Codeço 2019). Tal teoria se constitui como um arcabouço de ferramentas analíticas e composicionais construídas a partir da perspectiva de Smolin (2013) sobre o tempo, do Pensamento Sincrético proposto por Halac (2013) e da aplicação dos conceitos fora do tempo/dentro do tempo propostos por Xenakis (1990). Iniciaremos apresentando os conceitos, <em>tempo sonoro</em> (tempo passivo), <em>espaço sonoro</em> (espaço ativo) e <em>perturbação</em> do espaço sonoro, todos originários da Teoria do Domínio Sonoro, e passaremos à abertura de um diálogo crítico, acompanhado de uma análise sucinta, das abordagens de Guyau (2010) e Prigogine (1996) a fim de propor uma tipologia dos espaços sonoros. Em seguida, proporemos os conceitos de <em>continuidade</em> e <em>descontinuidade</em> do tempo sonoro e seus respectivos espaços a partir da discussão das propostas de Hasty (1986) e Grisey (1987), Kramer (1988) e Messiaen (1994).</p> </div> 2026-03-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 André Codeço https://mail.tema.mus.br/OJS3/index.php/musica-theorica/article/view/367 A Bússola Intertextual e as nove tipologias intertextuais principais 2025-10-21T15:58:58+00:00 Gabriel Mesquita gabrielmesquita2602@gmail.com <p>A pesquisa teve como objetivo elaborar uma proposta original para classificar e sistematizar a intertextualidade no âmbito da música. Para tanto, foi criada a chamada <em>Bússola Intertextual</em>, uma perspectiva bidimensional na forma de um gráfico por meio do qual é possível localizar cada caso de intertextualidade. As duas dimensões do gráfico correspondem aos aspectos da presença e da intencionalidade intertextuais: o primeiro, relacionado ao grau de reconhecibilidade do material temático do intertexto; o segundo, ao grau de preservação do contexto no qual o material estava inserido. A relação entre presença e intencionalidade corresponde, portanto, à relação entre algo que está sendo apresentado e a maneira pela qual se está apresentando algo. Por meio da Bússola Intertextual, foi realizada uma compilação e unificação inédita de tipologias intertextuais, que se mapeiam dentro do recorte bidimensional do gráfico. As <em>nove tipologias principais</em> são: citação, paródia, pastiche, modelagem sistêmica, modelagem de perfil, reescritura, paráfrase, homenagem e variação. Em cada caso, foram criadas <em>miniaturas originais</em> a partir de um mesmo intertexto: o tema inicial do primeiro movimento da <em>Sonata Op. 2 nº 1 em Fá menor</em> de Beethoven, escolhido por ser amplamente conhecido e utilizado em textos teóricos. O intuito foi mostrar, de forma didática, como um mesmo intertexto pode se transformar de maneiras totalmente distintas a partir de cada tipologia intertextual. Consideramos importante a produção de trabalhos que conscientizem e orientem o uso da intertextualidade, uma vez que, além de estar sempre presente nos processos criativos, ela pode atuar como poderoso gerador de ferramentas de criação e como uma alternativa para o “drama do papel em branco”. A <em>Bússola Intertextual</em> vem se mostrando uma proposta original e eficiente para sistematizar o uso da intertextualidade, revelando que toda obra é fruto de algo anterior e que a influência pode ser transformada em fonte inesgotável de recursos criativos.</p> 2026-03-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Gabriel Mesquita